Nossa História
A Escola Irmã Catarina começou a
funcionar no dia 04/07/1938, em um pequeno sobrado situado na
Rua Pandiá Calógeras, 210, no bairro da Aclimação,
sob a responsabilidade e direção da jovem professora
Edith Dias Menezes de Azevedo.
No primeiro ano de exercício,
tinha um total de sete alunos, distribuídos nas classes de
Jardim da Infância e Primário. Ao final do primeiro
ano, em decorrência de sua particular e criteriosa programação
e técnicas pedagógicas invejáveis e, principalmente,
devido à seriedade e à atitude responsável
com que a professora Edith desenvolveu o seu trabalho, o número
de alunos cresceu para oitenta. No ano seguinte a Escola já
contava com mais de cem alunos e a Direção viu-se
obrigada a ampliar as instalações; a mudança
deu-se para uma excelente casa, no n° 244 da mesma rua.
A “Escolinha da Tia Edith”
, como a chamavam, foi crescendo, não no aspecto físico,
mas no muito que conseguia realizar no campo psicológico.
Contava com a Pré-Escola e o Primário, com classes
de 1° ao 4° ano e de Admissão ao Ginásio.
E o Externato ia crescendo em fama, nos dois aspectos: ”Formativo”
e “Informativo”.
Em 1960, a professora Edith participou
de um Curso ministrado pelo Pde. PIERRE FAURE, vindo de Paris, sobre
o método Montessori de ensino e sentiu que a proposta vinha
de encontro a uma necessidade íntima de mudança, aliada
a um clima geral de transformação na área educacional.
O sistema montessoriano foi criado
pela médica-psiquiatra Dra.Maria Montessori, formada pela
Universidade de Roma em 1894.e propõe a livre manifestação
das potencialidades infantis. Ao educador, cabe orientar a criança
e não reprimi-la, nada deve ser imposto, mas, sim, conquistado.
Encantada com o novo método
e com a grande visão e prática de 22 anos de educadora,
a professora Edith aproveitou a oportunidade para uma renovação
educacional na sua escola.
Posteriormente, amparada pela Lei
de Diretrizes e Bases, a 4024, de 1961, que dava autonomia para
as escolas adotarem novas técnicas, métodos ou sistemas
de educação, a professora Edith adotou a Filosofia,
Pedagogia, Metodologia e Psicologia ditadas pela genial educadora
Dra.Maria Montessori.
Aprofundando-se no método,
transmitia a sua equipe técnica tudo o que aprendia, no sentido
de formar um corpo docente que sempre procurou se aprofundar e se
atualizar. Como não havia, na época, material adequado
no mercado brasileiro, a Escola teve de improvisar, reproduzindo
da melhor maneira possível o material necessário.
Em 1962, inaugurou-se a 1° unidade
no ABC, hoje localizada na rua Piauí, 1086.
Em 1963, devido à necessidade
de espaço, a Escola mudou-se para a Rua Castro Alves, também
na Aclimação e em 1970, passou a contar com duas Unidades:
uma na Rua Castro Alves, 744, onde funcionava o Primário,
e a outra, no n° 774 da mesma rua, onde funcionava a Pré-Escola.
Em 1972, começou a funcionar
na Rua Loureiro da Cruz, no mesmo bairro, a Unidade de Classes especiais,
com crianças carentes de uma atenção especial,
crianças treináveis, educáveis, autistas, cujo
resultado foi constatado pelos neurologistas e psicólogos
que nos enviaram seus clientes para o trabalho psicopedagógico.
A procura pela Escola, em busca
do novo método, foi enorme; o número de alunos aumentou
e houve necessidade de uma expansão que se deu em 1973 com
a inauguração da Unidade na Rua Saturno, 41, com classes
de 1ª a 4ª séries, enquanto a Pré- Escola
permaneceu na Rua Castro Alves.
Os alunos ficaram entusiasmados
em participar do ponto mais importante do Sistema Montessori: Liberdade
responsável - formação do “Homem Consciente”,
desenvolveram-se intelectualmente, experimentando e vivenciando
cada situação que lhes era apresentada.
Com a Lei 5692 de 1971, as escolas
foram autorizadas a ampliarem suas séries até o ginásio.
Inauguramos uma nova Unidade na Rua Júpiter, 54, com a introdução,
em 1972, de classes de 5ª e 6ª séries.
Entre 1970 e 1975, Tia Edith fez
quatro viagens à Europa onde estagiou em 22 escolas montessorianas,
distribuídas pela França, Holanda, Inglaterra, Itália,
Alemanha, Suíça, Espanha e Portugal. Na primeira viagem,
em 1970, participou das comemorações do centenário
do nascimento da Dra. Maria Montessori e na França teve como
cicerone o Padre Pierre Faure, o introdutor do sistema montessoriano
no Brasil.
Em 1976, a Escola contava com quatro
unidades: na Rua Urano, nº. 9 funcionava o Maternal, Jardins
I e II; na Rua Saturno, nº. 41, do Pré à 3ª.série;
na Rua Júpiter, nº. 54, da 4ª. a 8ª. série
e na Rua Loureiro da Cruz,nº. 180 , as Classes Especiais.
No decorrer de mais de cinco décadas,
as mudanças de casas fizeram-se necessárias devido
ao aumento do número de alunos ou a problemas ligados aos
aluguéis das casas, já que a Escola não possui
prédio próprio. Houve sempre, também, uma grande
preocupação por parte da direção da
Escola em oferecer aos seus alunos o melhor ambiente possível,
o mais adequado à faixa etária, o mais aconchegante.
O ano de 1988 foi muito importante
para a “Escola Irmã Catarina”. Nesse ano foi
comemorado o seu cinqüentenário. A programação
constou de uma Missa de Ação de Graças, realizada
no dia 01/07/88 na Catedral da Sé e no dia 2/07 realizou-se
no Auditório Elis Regina, no Anhembi, o evento cultural que
contou com apresentações de ballet, coral, violinos
e, por fim, a retrospectiva em vídeo dos 50 anos da Escola
“Irmã Catarina” e o coquetel de confraternização.
Foram momentos de grande emoção,
quando Tia Edith recordou o passado, o início da Escola,
os sucessos, as dificuldades; sentiu orgulho de rever ex-alunos,
naquele momento homens feitos, exercendo os mais variados cargos
e profissões.
Ainda com referência ao cinqüentenário,
foi editado, por um grupo de mães, um livreto que conta a
história da Escola, desde a sua fundação em
1938. O livreto contém fotos de diversas épocas, de
alunos e professores, depoimentos de alunos e ex-alunos, professores
e ex- professores, além de testemunhos muito gratificantes
de ex-alunos que retornaram mais tarde à Escola como professores.
Muitos dos nossos ex-alunos tornaram-se
famosos como João Osvaldo Leiva, Luiz Carlos Miéle,
Jairo Arco e Flexa e uma quantidade imensa de anônimos que
não se tornaram famosos, mas se tornaram brilhantes nas carreiras
que escolheram e lembram com muito carinho da “Escola da Tia
Edith”. Muitos desses ex-alunos colocaram seus filhos na Escola
e alguns, os netos, portanto há casos de três gerações,
numa única família, que fizeram parte da nossa Escola.